A questão jurídica central consistiu em definir se, na execução fiscal, o executado pode substituir o bem penhorado por precatório sem a concordância da Fazenda Pública. O STJ respondeu negativamente. O fundamento principal foi a interpretação sistemática do art. 15, I, da Lei 6.830/1980, que autoriza, sem anuência do exequente, apenas a substituição da penhora por depósito em dinheiro ou fiança bancária. Como o precatório não se confunde com dinheiro nem com fiança bancária, mas com direito de crédito, sua oferta não obriga a Fazenda a aceitar a troca. O Tribunal também relacionou a matéria ao art. 11 da LEF, que estabelece a ordem legal de preferência dos bens penhoráveis, e aos arts. 655 e 656 do CPC então vigente, destacando que a recusa do exequente pode ser justificada pelas hipóteses legais. O acórdão citou precedentes da Primeira e da Segunda Turmas e da Primeira Seção, especialmente os EREsp 881.014/RS e os EREsp 870.428/RS, para afirmar que o crédito representado por precatório é penhorável, mas a sua penhora segue o regime de penhora de crédito, não de dinheiro. Assim, embora o precatório possa ser objeto de constrição, ele não impõe, por si só, a substituição de uma penhora já efetivada. Não houve revisão de tese posterior no material fornecido.